Atrativos Culturais

Estação Ferroviária

<>A antiga estação ferroviária foi inaugurada em 1882.

Em 1874 o Governo provincial fez concessão para construção de uma linha de carris por tração animal, de Comércio (atual Sebastião de Lacerda, distrito de Vassouras) a Santa Teresa (hoje Rio das Flores). Em 1875 a concessão foi estendida até o rio das Flores, em Manuel Duarte.

 A construção da estrada de ferro teve início em setembro de 1876, com a estação inicial em Comércio.

 Em 1884 foi organizada uma sociedade anônima denominada Estrada de Ferro Rio das Flores, que adquiriu a antiga estrada com a finalidade de concluí-la e explorá-la.

 Em 1891 foi aberta concorrência para contratar a ligação entre a Estação de Manuel Duarte e a Estação Santa Rosa, terminal da Estrada de Ferro Carril Paraybuna.

 A Estrada de Ferro Rio das Flores fazia a ligação com a Linha do Centro da EFCB em Afonso Arinos.

 Esta estrada funcionou até 1910, quando foi adquirida pela Estrada de Ferro Central do Brasil.

 Em 1965 o ramal foi erradicado como antieconômico e seu leito hoje é utilizado pelas rodovias RJ-145 e 151.

topo ⇧

Folia de Reis

<>As Folias de Reis foram herdadas dos colonizadores e hoje mesclam tradições européias e indígenas. Saem às ruas entre 25 de dezembro e 6 de janeiro, período em que seus participantes percorrem as ruas, vão às casas pedindo esmolas, comem, bebem, cantam e dançam, numa manifestação de alegria e religiosidade, muito presentes no povo brasileiro.

 As folias, muitas vezes, diferem entre si, de lugar para lugar. Diz a lenda que quem recebe esses foliões é abençoado, o que vale dizer que está em graça com Deus.

 Em Rio das Flores a tradição das folias se manteve por muitos anos, mas vem se fortalecendo através da realização de eventos e encontros de folias, assim como ocorre em diversas localidades do Estado do Rio.

 Diversas folias percorrem as ruas de Rio das Flores naquele período, registrando-se ainda a presença de folias compostas por meninos, o que vem garantir a preservação dessa tradição secular.

Museu de História Regional

Padre Sebastião da Silva Pereira

<>“Queremos que os nossos museus sejam um espaço educativo-cultural onde, mais do que em aulas teóricas, se possa dar aulas práticas e pesquisar. A visão dos objetos no Museu não deve levar àquele estetismo elitista, típico das classes burguesas que só dão valor aos objetos de aparência, de ouro e pedrarias preciosas, objetos pertencentes às classes dominantes...

 A análise da realidade nos parece ser o ponto chave de uma visita aos Museus. As três dimensões do tempo nele se encontram: o objeto do passado nos levar a analisar o presente em vista do futuro. Museu é estudo de História de modo concreto e crítico.”

 Essas são palavras do Padre Sebastião da Silva Pereira, que coletou o acervo e fundou o Museu em 1966, ao perceber claramente a importância da História como fator de inclusão econômica e social de uma região que possuía grande potencial para desenvolvimento da atividade turística.

 O Museu de Rio das Flores trata da história do Vale do Rio Preto, divisa dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Através dos objetos expostos revela a diversidade de soluções encontradas na vida de uma fazenda cafeeira do século XIX. Mostra a variedade de ofícios e indústrias da época. Apresenta a escravidão com a possibilidade de um olhar crítico a ampliar nossa consciência de liberdade. Revela também a possibilidade de uma visão sobre a política e mostra o modo de vida dos senhores, os meios de transporte e comunicação. A diversidade cultural está presente em todos os espaços. E a arte sacra tem presença marcante. Enfim, o Museu de História Regional possui  grande e variado acervo que merece ser conhecido.

 O Museu fica atrás da Matriz de Santa Tereza D´Ávila e os contatos podem ser feitos pelo telefone (24) 2458-1012.

Prédio da Municipalidade

<>O prédio foi construído entre os anos de 1896 a 1898, para ser a sede da Câmara Municipal, quando na época funcionava como legislativo e executivo.

 Nele funcionaram juntos os dois poderes até 2004, quando a prefeitura mudou-se, ficando as históricas instalações apenas para a Câmara Municipal, sua proprietária.

 O prédio acha-se melhor conservado que o do fórum, tendo em vista que sempre esteve ocupado na sua totalidade, necessitando apenas de pequenos restauros para manutenção de suas características originais.

  O projeto foi realizado pelo arquiteto francês “Beigerot” em estilo eclético, com pinturas externas que imitam mármore, uma técnica conhecida como “faux marbre”, provavelmente executadas por um artista italiano. Os materiais de acabamento vieram da Europa e a madeira usada foi o pinho de Riga.

 Praticamente intacto desde a sua construção, o prédio da Municipalidade é um testemunho da época em que os “Barões do Café” eram a locomotiva da economia do País.

Casa da Cultura

<>O Barão de Aliança foi o primeiro presidente da câmara municipal, cargo equivalente ao de prefeito nos dias de hoje.

Graças à sua influência junto ao Governo Federal é que foi construído, entre os anos de 1895 e 1898 o prédio do “Fórum – Quartel – Cadeia”, já na gestão de Carolino Leoni Ramos.

Ainda hoje é o maior fórum em área construída em todo o Vale do Paraíba.

Sua construção obedeceu ao estilo da arquitetura eclética, com resquícios do neoclássico. Com madeiras e telhas importadas da Europa, recebeu assoalho, forro e telhado em pinho de Riga. Os móveis, que não existem mais, eram em jacarandá e peroba do campo.

Registra-se que no salão do júri, o ex-governador Carlos Lacerda defendeu um acusado de crime de morte, absolvendo-o quando estudante do segundo ano de Direito, curso que não chegou a concluir.

No dia 17/03/2016 a cidade foi presenteada, no dia do seu aniversário, com a inauguração da Casa da Cultura no prédio restaurado do antigo Forum.

       Lá estão instalados o Memorial Santos Dumont, a sede da ARTUR – Associação Rioflorense de Turismo, que em breve vai funcionar como Posto de Informações Turísticas e receptivo aos visitantes, a Secretaria de Turismo, o Bistrô, o Museu de História Regional, a Cameratta Rioflorense, um ateliê de Pintura, entre outros.

São José das Três Ilhas

<>Fundada em 1850 por Antonio Bernardino de Barros, pai dos Barão de São José Del Rei e do Barão de Três Ilhas. A vila tem 70 residências, com 168 habitantes, todos parentes entre si, descendentes dos barões e dos escravos.

A rua principal, que leva o nome do fundador, tem 33 casas tombadas pelo Patrimônio Histórico e a famosa Igreja de Pedra construída pelos escravos.

Em São José das Três Ilhas foram rodados diversos filmes de sucesso e minisséries da TV Globo.

Todos os anos, no segundo fim de semana de julho, acontece a Festa de São José com tradições como o leilão de prendas e o concurso de doces de leite. Na igreja, realizam-se apresentações de orquestras e corais durante a festa.

Rio das Flores - RJ GPS 22°10'06.5"S 43°35'01.5"W

Associação Rioflorense de Turismo

Utilidade Pública - Decreto Legislativo nº 033, de 26/06/2002